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Santo António: Trailer e poster da primeira longa de ficção da Blablabla Media revelados

Estão já disponíveis o poster e o trailer oficiais de Santo António, o Casamenteiro de Lisboa, a aguardada nova longa-metragem do realizador de A Gaiola Dourada, produzida pela Blablabla Media. O filme chega aos cinemas nacionais a 10 de setembro

Inspirado na tradição dos Casamentos de Santo António, o filme acompanha Carmo e Valentim, dois funcionários da Câmara Municipal de Lisboa que, após mais de 25 anos dedicados à organização daquele que é um dos eventos mais emblemáticos da cidade, recebem um ultimato: reinventar os Casamentos de Santo António ou assistir ao fim da tradição. Contra todas as probabilidades, lançam-se na missão de criar a edição mais memorável de sempre, provando que há tradições que continuam a fazer sentido e que Lisboa não se explica sem elas.

Nos papéis principais, Rita Blanco e Joaquim Monchique lideram um elenco de excelência que reúne nomes como Joaquim de Almeida, Maria João Bastos, Albano Jerónimo, Paco León, Maria Rueff, Isabel Abreu, Ana Bola, Lídia Franco, Rui Mendes, João Catarré, Jacqueline Corado, Inês Aires Pereira, Miguel Amorim, Nuno Nolasco, Pedro Nuno, Vasco Pereira Coutinho, Catarina Rabaça, Francisco Soares, Catarina Raimundo e João Azevedo.

Coescrito por Ruben Alves e pelo argumentista espanhol Fer Pérez (Kiki, o Amor Faz-se e Arde Madrid), Santo António, o Casamenteiro de Lisboa combina romance, humor e emoção numa narrativa que cruza tradição e modernidade. Entre marchas populares, bairros históricos, encontros inesperados e personagens inesquecíveis, está a celebração de Lisboa, a sua identidade e uma das suas tradições mais emblemáticas, convidando o público a redescobrir uma cidade onde o passado e o presente convivem em harmonia e onde os afetos continuam a unir diferentes gerações.

Para ser possível, o filme contou com os apoios financeiros da Disney+, Turismo de Lisboa, Programa MEDIA – Europa Criativa, Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema, o apoio institucional da Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa Cultura e Lisboa Film Comission, a participação da RTP e da NOS Audiovisuais, e os patrocínios da Worten, Delta, Super Bock, TAP Air Portugal, El Corte Inglês, Bênamor, Glovo, Montebelo – Hotéis e Resorts, Tangerine  e Fuel.

Para mais informações, acompanhe-nos na página de Instagram do filme.

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Rodagens internacionais de O Projeto Erasmus arrancam na Alemanha

Rodagens internacionais de O Projeto Erasmus arrancam na Alemanha

As rodagens internacionais de O Projeto Erasmus, de Filipe Araújo, arrancaram no passado mês de maio em Dresden, na Saxónia. A coprodução pan-europeia da Blablabla Media sobre os sonhos e as desilusões do projeto europeu tem como parceiro na Alemanha a produtora Ravir Film

Ao longo de quinze dias, decorreu na Alemanha a primeira das três fases de rodagens internacionais deste documentário de criação, a terceira longa-metragem do realizador Filipe Araújo. O filme parte da tentativa de reunir um antigo grupo de amigos Erasmus, um quarto de século depois, para refletir sobre o projeto europeu e sobre o que resta das expectativas de uma geração que cresceu com ele.

Na Saxónia, o filme segue a pista de Katharina, antiga companheira de casa do realizador, nascida em Moscovo e criada no leste alemão, de quem o grupo perdeu o rasto. A sua procura atravessa esta segunda etapa das rodagens e serve de ponto de partida para revisitar memórias e tropeçar nas vertiginosas transformações ocorridas no velho continente ao longo dos tempos.

O Projeto Erasmus conta com os apoios do programa MEDIA – Europa Criativa, do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual e da SPA, em Portugal; do MDM e do SLM, na Alemanha; e da Direzione Generale Cinema e Audiovisivo e do Emilia-Romagna Film Fund, em Itália.

Ainda em fase de projeto, o filme participou no workshop do EURODOC e no laboratório do DocsBarcelona, tendo sido também o projeto vencedor da primeira edição do Doklab, integrado no Festival Punto de Vista, em Pamplona, Espanha.

Depois desta primeira etapa na Alemanha, as rodagens internacionais de O Projeto Erasmus prosseguem entre Berlim, Dresden, Bolonha e Roma, numa viagem pela memória da geração que chegou à idade adulta entre a queda das fronteiras e a chegada do euro, confrontando os sonhos dessa Europa com as suas promessas, contradições e desilusões.

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Sofia Pinto Coelho desvenda nos Encontros do Cinema Português da NOS longa-metragem intimista com Maria Filomena Mónica e a filha

Sofia Pinto Coelho desvenda nos Encontros do Cinema Português da NOS longa-metragem intimista com Maria Filomena Mónica e a filha

A Minha Mãe Nunca Me Ensinou a Cozinhar, de Sofia Pinto Coelho, foi revelado publicamente pela primeira vez nos mais recentes Encontros do Cinema Português da NOS. A longa-metragem, protagonizada pela realizadora, pela sua mãe — a socióloga Maria Filomena Mónica — e pela sua filha — Rita Pinto Coelho —, é uma produção da Blablabla Media, encontra-se em produção e deverá ficar concluída em 2027

Com cerca de 70 minutos estimados, a obra coloca frente a frente três mulheres da mesma família, marcadas por tempos muito diferentes, numa conversa íntima sobre ambição, sucesso, casamento, maternidade, felicidade e envelhecimento. Maria Filomena Mónica cresceu no Portugal da ditadura, Sofia é uma filha da Revolução de Abril e Rita pertence à geração da internet e da nova emigração. Através destes percursos pessoais desenha-se também um retrato das mudanças nos costumes e na condição feminina em Portugal. 

O projeto começou a ganhar forma em 2020, quando Sofia Pinto Coelho passou a registar as conversas com a mãe, que enfrentava uma doença oncológica e começava a sentir os efeitos da perda de memória. Rita juntou-se mais tarde a esse diálogo, trazendo o olhar de uma geração mais nova e abrindo a narrativa ao futuro.

Uma “biografia sentimental” sobre memória e envelhecimento, como foi descrita em notícia do Observador, que se constrói também a partir do arquivo privado da família: filmes em 8mm, fotografias, cartas e diários de diferentes épocas cruzam-se com as conversas captadas por Sofia ao longo dos últimos anos.

A Minha Mãe Nunca Me Ensinou a Cozinhar conta com os apoios do ICA — Instituto do Cinema e do Audiovisual e da Sociedade Portuguesa de Autores, com a participação da RTP.

Nos Encontros de Cinema da NOS, a Blablabla Media apresentou também Santo António, o Casamenteiro de Lisboa, de Ruben Alves — a primeira longa-metragem de ficção da produtora, com distribuição da NOS e participação da Disney+, entre outros parceiros, e O Projecto Erasmus, de Filipe Araújo.

A propósito da presença do documentário português no evento, que este ano apresentou mais de 40 novos projetos nacionais de longa-metragem, o crítico José Paiva chamou a atenção para A Minha Mãe Nunca Me Ensinou a Cozinhar e O Projecto Erasmus: “Surpreendeu-me o lado mais musculado dos documentários”, escreveu, considerando que Sofia Pinto Coelho, com “uma história muito pessoal e dedicada”, mostra que “o cinema também é lugar de abraço”, enquanto Filipe Araújo “decidiu discorrer sobre a desilusão e encantamento da União Europeia /Espaço Schengen numa certa geração da qual também faço parte” em O Projecto Erasmus. “Arrisco-me mesmo a dizer: este ano e 2027 podem ser uns muito bons anos nacionais para o género.”

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Blablabla Media produz novo filme de Ruben Alves: o primeiro com a chancela da Disney em Portugal

Lisboa vai ser protagonista de uma história de amor, tradição e humor. Santo António, O Casamenteiro de Lisboa é a nova comédia romântica do realizador Ruben Alves, autor do êxito de bilheteira A Gaiola Dourada. As rodagens da primeira produção nacional com a chancela da Disney já começaram

Nos papéis centrais estão Rita Blanco e Joaquim Monchique, que interpretam os guardiões dos Casamentos de Santo António, lutando para manter viva uma tradição prestes a ser reinventada. A eles junta-se um elenco de estrelas do cinema português e internacional, a revelar brevemente.

O argumento de Santo António, O Casamenteiro de Lisboa foi co-escrito pelo próprio Ruben Alves em parceria com o argumentista espanhol Fer Pérez (Kiki, o Amor Faz-se; Arde Madrid), combinando visões complementares que capturam o espírito de uma Lisboa em transformação, onde amor, amizade e tradição coexistem com o ritmo moderno da cidade.

O filme estreará nos cinemas nacionais no verão de 2026 e será o primeiro filme português a ser lançado no Disney+ em Portugal, em exclusivo, após a exibição no grande ecrã, que terá a distribuição da NOS Audiovisuais.

“Este regresso ao cinema foi muito aguardado. Ao filmar em Lisboa, quis criar uma comédia da vida, onde o caricato se entrelaça com a ternura, e o amor surge nos lugares mais inesperados. É, acima de tudo, uma celebração desta cidade incrível em constante transformação, mas mantém a sua essência única e inalterável”, afirmou Ruben Alves.

Produzido pela Blablabla Media com a Comba Films, tem o apoio financeiro do Disney+, Turismo de Lisboa, Instituto do Cinema e do Audiovisual, Programa MEDIA – Europa Criativa, Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema, Câmara Municipal de Lisboa e NOS Audiovisuais.

Santo António, O Casamenteiro de Lisboa marca o regresso de Ruben Alves à comédia, 13 anos após o estrondoso fenómeno de bilheteira que foi A Gaiola Dourada, reafirmando o seu lugar como um dos realizadores mais influentes do cinema português contemporâneo.

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Caixa de Resistência estreia hoje nas salas espanholas

Caixa de Resistência estreia hoje nas salas espanholas

Segunda coprodução ibérica da Blablabla Media, o documentário Caixa de Resistência, realizado por Concha Barquero e Alejandro Alvarado, estreia esta quinta-feira, 12 de setembro, no Cine Albéniz, em Málaga, com sessão especial e debate com os realizadores. O filme encontra-se em exibição em oito cidades do país, com Madrid, Barcelona e Sevilha à cabeça

A chegada a Espanha acontece após um percurso internacional notável: o filme foi distinguido com o Prémio Especial do Júri no Festival Internacional de Jeonju (Coreia do Sul), o Prémio de Melhor Documentário Espanhol na 69ª SEMINCI, o Prémio de Melhor Filme – Júri Jovem no Festival Márgenes e o Prémio de Melhor Filme Nacional no L’Alternativa – Festival de Cinema Independente de Barcelona, além de ter recebido menções especiais do júri nos festivais de Sevilha e de Córdoba. Selecionado também pelo Cannes Docs – Marché du Film e pelo ZINEBI, Caixa de Resistência foi considerado pela imprensa espanhola como um dos documentários do ano.

Tal como sublinhou o Diario de Sevilla, Caixa de Resistência é “um dos filmes mais importantes do cinema espanhol recente”. O jornal destaca ainda que a obra “desenterra e reconstrói a memória e a obra de um cineasta censurado, autoexilado e esquecido, o sevilhano Fernando Ruiz Vergara, através da reformulação, à luz do presente, de um legado inconcluso”.

Ao longo de setembro, o filme estará em cartaz em várias cidades espanholas: Barcelona (Cinebaix, Zumzeig, Cinema Maldà), Madrid (Cines Embajadores, Yelmo Ideal), Sevilha, Cádiz, Ferrol, Lleida e Santiago de Compostela. Sempre acompanhadas de conversas com realizadores e críticos, as sessões receberão convidados como Elías León Siminiani, Raquel Fernández Núñez e Isabel Cadenas Cañón.

Coprodução ibérica entre as produtoras espanholas Azhar Films e Alvarquero com a portuguesa Blablabla Media, com o apoio do ICAA e do Canal Sur, Caixa de Resistência recupera a memória de Fernando Ruiz Vergara e dá voz a todas as pessoas e coletivos que participaram e colaboraram no processo.

“É uma enorme satisfação ver Caixa de Resistência chegar às salas espanholas. A sua força política, histórica e humana encontra agora um público natural e próximo. Sentimos um enorme orgulho em fazer parte desta aventura ao lado dos nossos parceiros da Azhar Films e da Alvarquero”, sublinham os produtores nacionais Hemi Fortes e Filipe Araújo.

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“Absolutamente deslumbrante”: realizador de O Rei Leão e A Bela e o Monstro não resiste ao charme de A Menina com os Olhos Ocupados

A surpresa aconteceu quase no final de uma entrevista ao podcast americano Artists in Motion. Quando questionado sobre quais os filmes que mais o tinham surpreendido recentemente, o mítico realizador e animador da Disney não foi de modas. Sem hesitações, destacou A Menina com os Olhos Ocupados, curta-metragem de André Carrilho, a que não poupou elogios. Responsável pela direção de obras como O Rei Leão, A Bela e o Monstro e Aladino, Aaron Blaise considerou esta produção da Blablabla Media uma obra “absolutamente deslumbrante”

Partilhamos aqui um excerto da conversa com Aaron Blaise:

A Menina com os Olhos Ocupados é uma curta-metragem de animação com distribuição da Bear with Me Distribution e com os apoios à produção do ICA – Instituto do Cinema e Audiovisual e Sociedade Portuguesa de Autores.

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Multi-premiado Caixa de Resistência volta ao grande ecrã com três datas exclusivas no Cinema São Jorge, em Lisboa

Multi-premiado Caixa de Resistência volta ao grande ecrã com três datas exclusivas no Cinema São Jorge, em Lisboa

Aclamado pela imprensa espanhola, que o considerou “um dos melhores documentários criativos do ano” de 2024, a co-produção da Blablabla Media baseada no legado de Fernando Ruiz Vergara, primeiro cineasta censurado e banido em plena democracia espanhola, está de regresso às salas para três sessões especiais, após a sua estreia comercial em março. Caixa de Resistência será exibido no Cinema São Jorge nas noites dos próximos dias 11 e 12 de julho, às 21h00, e no domingo, dia 13, pelas 17h00

Depois de uma notável digressão por festivais internacionais — onde arrecadou distinções como o Prémio Especial do Júri no prestigioso Festival Internacional de Jeonju (Coreia do Sul) e o Prémio de Melhor Documentário Espanhol na SEMINCI – Semana Internacional de Cine de Valladolid —, Caixa de Resistência regressa a Lisboa para três sessões especiais no Cinema São Jorge, nos dias 11, 12 e 13 de julho.

Realizado por Concha Barquero e Alejandro Alvarado, este documentário parte do espólio inédito do cineasta andaluz Fernando Ruiz Vergara, censurado durante a transição democrática em Espanha, para resgatar projetos de filmes nunca realizados. Um poderoso exercício de escavação cinematográfica que confronta a memória coletiva e a justiça histórica, através de imagens que a ditadura tentou silenciar — e que o presente insiste em redescobrir.

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Os filmes de sonho de um cineasta censurado, a partir deste mês nas salas portuguesas

Baseada no legado de Fernando Ruiz Vergara, cineasta censurado e banido em plena democracia espanhola, Caixa de Resistência estreia nas salas portuguesas a 27 de março. A nova co-produção da Blablabla Media é, para a imprensa do país vizinho, “um dos melhores documentários de criação do ano”

Caixa de Resistência, filme ibérico realizado por Concha Barquero Artés e Alejandro Alvarado Jódar a partir do legado do cineasta espanhol exiliado em Portugal Fernando Ruiz Vergara (Sevilha, 1942 – Escalos de Baixo, 2011) estreia nas salas de cinema a 27 de março.

A mais recente co-produção da Blablabla Media, também distribuidora da obra no nosso país, pretende dar continuidade aos filmes sonhados pelo cineasta andaluz, que, após décadas de vida em Portugal, onde viria a terminar os seus dias, deixou dezenas de esboços de filmes que nunca chegou a realizar, tendo apenas concluído Rocío (1980), uma das primeiras obras censuradas pela democracia espanhola.

“Em 2010, encontrámos Fernando Ruiz Vergara na aldeia portuguesa onde se exilou após a censura ao seu único filme, Rocío. Este documentário sobre a peregrinação mais popular daq Península Ibérica desmontava as relações entre o poder religioso, político e económico na Andaluzia. Rocío foi apreendido e censurado judicialmente nos primeiros anos da democracia por denunciar um dos autores de crimes fascistas após o golpe militar de 1936 que despoletou a guerra civil. Atualmente, a versão original de Rocío continua a ser proibida em Espanha. Fernando nunca mais conseguiu fazer outro filme”, afirmam os realizadores.

Rodado entre a Andaluzia e Portugal e já aclamado pela crítica do país vizinho com um dos documentários de criação do ano, Caixa de Resistência, recebeu o Prémio Doc España na SEMINCI – Festival Internacional de Cine de Valladolid, Prémio de Melhor Filme no L’Alternativa – Festival Internacional de Cine de Barcelona e o Prémio do Júri Jovem no Márgenes – Festival Internacional Cine de Madrid, tendo sido apresentado no nosso país na última edição do Porto/Post/Doc e no Caminhos do Cinema Português, em Coimbra.

O filme, que resulta de uma co-produção entre Portugal e Espanha (Azhar Media e Alvarquero), foi integralmente rodado entre os dois países, com um protagonista também ele dividido entre os dois lados da fronteira.

“Fernando foi um cineasta autodidata espanhol que se formou através das cooperativas cinematográficas de Lisboa na efervescência do 25 de Abril. Tão forte se tornou aí o seu vínculo a Portugal, que, nos anos 80, seria esta a terra que escolheria para viver e escrever os seus projetos fílmicos, sem exceção, interrompidos — um deles, com a participação de Otelo Saraiva de Carvalho; outro, com o trabalho nas minas da Panasqueira como pano de fundo… Universos que, a partir das notas de Vergara, Concha e Alejandro foram recuperando ao longo dos anos, condensando-os e re-imaginando-os nesta Caixa de Resistência”, declara a produtora Hemi Fortes.

“É definitivamente uma obra muito especial”, reforça o produtor Filipe Araújo, incentivando o público a descobrir esta “preciosa matrioska” já a partir da última semana do mês nos cinemas City Alvalade, Leiria, Setúbal e Alfragide, Casa do Cinema de Coimbra, e Cineplace Funchal, Covilhã e Guarda. “Um raro contributo para a reposição da memória e da justiça histórica através do gesto poético do cinema.”

SEMANA DE 6 A 12 DE ABRIL
Cinema City Alvalade:
diariamente – 21:45

SEMANA DE ESTREIA
Cinema City Alvalade:
diariamente (excepto sexta) – 19:40; sexta – 21:45
Cinema City Leiria: sábado e domingo – 13:15; demais dias – 15:15
Cinema City Setúbal: sábado e domingo – 13:20; demais dias – 15:30
Cinema City Alfragide: sábado e domingo – 13:30; demais dias – 15:40
Cineplace São João da Madeira: diariamente – 19:55
Cineplace Covilhã: diariamente – 18:50
Cineplace Guarda: diariamente – 19:10
Casa do Cinema de Coimbra: sexta – 18:45, sábado – 14:30

SESSÕES ESPECIAIS
Com a presença dos realizadores e produtores
Dia 28 de março, 21h45, Cinema City Alvalade, Lisboa
Dia 29 de março, 14h30, Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
Dia 29 de março, 14h30, Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
Dia 26 de abril, 19h30, Cinema Fernando Lopes, Lisboa

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Caixa de Resistência vence prémio de melhor documentário espanhol na SEMINCI

Caixa de Resistência vence prémio de melhor documentário espanhol na SEMINCI

A co-produção ibérica Caixa de Resistência, dirigida por Concha Barquero e Alejandro Alvarado, acaba de se sagrar vencedora do Prémio de Melhor Documentário Espanhol na 69ª edição da prestigiosa Semana Internacional de Cine de Valladolid, em Espanha, onde se estreou mundialmente no passado dia 19 de outubro

Após a sua morte, ao fim de um longo exílio em Portugal, Fernando Ruiz Vergara deixou dezenas de esboços de filmes que nunca chegou a realizar. Rocío, obra amaldiçoada após uma censura judicial em plena democracia espanhola, foi a única que o cineasta andaluz pôde assinar. Em Caixa de Resistência, co-produção da Blablabla Media com as andaluzas Azhar Media e Alvaquero, Concha e Alejandro dão continuidade aos filmes sonhados por Fernando como gesto de resistência.

Na SEMINCI, onde esta semana foi pela primeira vez projetada, a obra integrava a secção Tiempo de Historia. [Mais info]

 

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Caixa de Resistência revela-se ao mundo na SEMINCI

Caixa de Resistência revela-se ao mundo na SEMINCI

É no grande ecrã da 69ª edição da prestigiosa Semana Internacional de Cine de Valladolid, em Espanha, que se estreia mundialmente esta tarde Caixa de Resistência, arrojado documentário sobre um dos primeiros cineastas censurados pela democracia espanhola. Rodada entre Espanha e Portugal, a obra é uma co-produção ibérica da Blablabla Media com as andaluzas Azhar Media e Alvaquero, assinada pela dupla de realizadores Concha Barquero e Alejandro Alvarado

Após a sua morte, ao fim de um longo exílio em Portugal, Fernando Ruiz Vergara deixou dezenas de esboços de filmes que nunca chegou a realizar. Rocío, obra amaldiçoada após uma censura judicial em plena democracia espanhola, foi a única que o cineasta andaluz pôde assinar. Em Caixa de Resistência, que hoje se mostra ao mundo pela primeira vez, os realizadores e académicos Concha Barquero e Alejandro Alvarado dão continuidade aos filmes sonhados por Fernando como gesto de resistência.

Contam os autores: “Em 2010, encontrámos Fernando Ruiz Vergara na aldeia portuguesa onde se exilou após a censura ao seu único filme, Rocío. Este documentário sobre a peregrinação mais popular da Península Ibérica desmontava as relações entre o poder religioso, político e económico na Andaluzia. Rocío foi apreendido e censurado judicialmente nos primeiros anos da democracia por denunciar um dos autores de crimes fascistas após o golpe militar de 1936 que despoletou a guerra civil. Atualmente, a versão original de Rocío continua a ser proibida em Espanha e Fernando nunca mais conseguiu fazer outro filme.”

Um ano após o este encontro, Fernando morreu, deixando para trás inúmeros guiões, notas desconexas e esboços de filmes que ficaram para sempre na sua imaginação. “Acontece que esses projetos inacabados pareciam dialogar diretamente connosco; as suas ideias eram tão atuais e relevantes que um impulso começou a ganhar força em nós: havia que retomar os filmes sonhados pelo cineasta”,recordam.

Desta enorme vontade de repor justiça histórica e dar continuidade a uma obra impedida de existir nasce Caixa de Resistência, filme que no dia 24 de outubro passará pela Competição Internacional do 30º Festival de Jóvenes Realizadores de Granada, em Espanha, antes de seguir a rota dos festivais internacionais. Próximas paragens: Festival de Sevilha, L’Alternativa, ZINEBI Caminhos do Cinema Português (estreia nacional) e Porto/Post/Doc.