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Rodagens internacionais de O Projeto Erasmus arrancam na Alemanha

Rodagens internacionais de O Projeto Erasmus arrancam na Alemanha

As rodagens internacionais de O Projeto Erasmus, de Filipe Araújo, arrancaram no passado mês de maio em Dresden, na Saxónia. A coprodução pan-europeia da Blablabla Media sobre os sonhos e as desilusões do projeto europeu tem como parceiro na Alemanha a produtora Ravir Film

Ao longo de quinze dias, decorreu na Alemanha a primeira das três fases de rodagens internacionais deste documentário de criação, a terceira longa-metragem do realizador Filipe Araújo. O filme parte da tentativa de reunir um antigo grupo de amigos Erasmus, um quarto de século depois, para refletir sobre o projeto europeu e sobre o que resta das expectativas de uma geração que cresceu com ele.

Na Saxónia, o filme segue a pista de Katharina, antiga companheira de casa do realizador, nascida em Moscovo e criada no leste alemão, de quem o grupo perdeu o rasto. A sua procura atravessa esta segunda etapa das rodagens e serve de ponto de partida para revisitar memórias e tropeçar nas vertiginosas transformações ocorridas no velho continente ao longo dos tempos.

O Projeto Erasmus conta com os apoios do programa MEDIA – Europa Criativa, do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual e da SPA, em Portugal; do MDM e do SLM, na Alemanha; e da Direzione Generale Cinema e Audiovisivo e do Emilia-Romagna Film Fund, em Itália.

Ainda em fase de projeto, o filme participou no workshop do EURODOC e no laboratório do DocsBarcelona, tendo sido também o projeto vencedor da primeira edição do Doklab, integrado no Festival Punto de Vista, em Pamplona, Espanha.

Depois desta primeira etapa na Alemanha, as rodagens internacionais de O Projeto Erasmus prosseguem entre Berlim, Dresden, Bolonha e Roma, numa viagem pela memória da geração que chegou à idade adulta entre a queda das fronteiras e a chegada do euro, confrontando os sonhos dessa Europa com as suas promessas, contradições e desilusões.

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Libertamos as primeiras imagens de Santo António, O Casamenteiro de Lisboa

A contagem decrescente para a grande comédia portuguesa do ano já começou. Santo António, O Casamenteiro de Lisboa, o novo filme de Rúben Alves, estreia nas salas de cinema portuguesas a 10 de setembro e promete transformar o Santo António num fenómeno popular dentro e fora do grande ecrã. Em pleno dia de marchas e casamentos, libertamos as primeiras imagens do filme

Depois do fenómeno A Gaiola Dourada e do sucesso internacional de Miss, Rúben Alves regressa à comédia com uma história profundamente portuguesa, popular e contemporânea, onde Lisboa assume o papel principal. Rita Blanco e Joaquim Monchique lideram um elenco de luxo que junta ainda Joaquim de Almeida, Maria Rueff, Maria João Bastos e o ator espanhol Paco León, entre outros, numa comédia que mistura romance, tradição, humor e o caos irresistível das festas de Santo António.

Não é, de resto, por acaso que esta noite de 12 de junho tenha sido a escolhida para oferecer a Lisboa o primeiro grande momento público do filme. Durante a transmissão das Marchas Populares, vários protagonistas do elenco surpreenderão o público numa ação especial em plena Avenida da Liberdade, assinalando oficialmente o arranque da campanha nacional da obra.

No primeiro intervalo televisivo da emissão será ainda revelado ao mundo o primeiro teaser oficial de Santo António, O Casamenteiro de Lisboa.

Entre casamentos improváveis, personagens excêntricas e muita emoção à portuguesa, Santo António, O Casamenteiro de Lisboa promete conquistar várias gerações e transformar-se no filme deste verão. Produzido pela Blablabla Media e pela Comba Films, com distribuição da NOS Audiovisuais, Santo António, O Casamenteiro de Lisboa estreia nos cinemas portugueses a 10 de setembro.

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Sofia Pinto Coelho desvenda nos Encontros do Cinema Português da NOS longa-metragem intimista com Maria Filomena Mónica e a filha

Sofia Pinto Coelho desvenda nos Encontros do Cinema Português da NOS longa-metragem intimista com Maria Filomena Mónica e a filha

A Minha Mãe Nunca Me Ensinou a Cozinhar, de Sofia Pinto Coelho, foi revelado publicamente pela primeira vez nos mais recentes Encontros do Cinema Português da NOS. A longa-metragem, protagonizada pela realizadora, pela sua mãe — a socióloga Maria Filomena Mónica — e pela sua filha — Rita Pinto Coelho —, é uma produção da Blablabla Media, encontra-se em produção e deverá ficar concluída em 2027

Com cerca de 70 minutos estimados, a obra coloca frente a frente três mulheres da mesma família, marcadas por tempos muito diferentes, numa conversa íntima sobre ambição, sucesso, casamento, maternidade, felicidade e envelhecimento. Maria Filomena Mónica cresceu no Portugal da ditadura, Sofia é uma filha da Revolução de Abril e Rita pertence à geração da internet e da nova emigração. Através destes percursos pessoais desenha-se também um retrato das mudanças nos costumes e na condição feminina em Portugal. 

O projeto começou a ganhar forma em 2020, quando Sofia Pinto Coelho passou a registar as conversas com a mãe, que enfrentava uma doença oncológica e começava a sentir os efeitos da perda de memória. Rita juntou-se mais tarde a esse diálogo, trazendo o olhar de uma geração mais nova e abrindo a narrativa ao futuro.

Uma “biografia sentimental” sobre memória e envelhecimento, como foi descrita em notícia do Observador, que se constrói também a partir do arquivo privado da família: filmes em 8mm, fotografias, cartas e diários de diferentes épocas cruzam-se com as conversas captadas por Sofia ao longo dos últimos anos.

A Minha Mãe Nunca Me Ensinou a Cozinhar conta com os apoios do ICA — Instituto do Cinema e do Audiovisual e da Sociedade Portuguesa de Autores, com a participação da RTP.

Nos Encontros de Cinema da NOS, a Blablabla Media apresentou também Santo António, o Casamenteiro de Lisboa, de Ruben Alves — a primeira longa-metragem de ficção da produtora, com distribuição da NOS e participação da Disney+, entre outros parceiros, e O Projecto Erasmus, de Filipe Araújo.

A propósito da presença do documentário português no evento, que este ano apresentou mais de 40 novos projetos nacionais de longa-metragem, o crítico José Paiva chamou a atenção para A Minha Mãe Nunca Me Ensinou a Cozinhar e O Projecto Erasmus: “Surpreendeu-me o lado mais musculado dos documentários”, escreveu, considerando que Sofia Pinto Coelho, com “uma história muito pessoal e dedicada”, mostra que “o cinema também é lugar de abraço”, enquanto Filipe Araújo “decidiu discorrer sobre a desilusão e encantamento da União Europeia /Espaço Schengen numa certa geração da qual também faço parte” em O Projecto Erasmus. “Arrisco-me mesmo a dizer: este ano e 2027 podem ser uns muito bons anos nacionais para o género.”