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De volta à tela, de norte a sul do país

Após um percurso comercial de nove semanas em sala, O Casarão está de regresso ao grande ecrã, arrancando já esta quinta-feira, às 21h30, a sua tourné nacional com uma sessão especial nos cinemas Castello Lopes, em Guimarães. Setúbal, Cascais, Sintra, Barreiro, Torres Novas e Santarém são outras das cidades onde o filme poderá ser visto ao longo da semana

De 5 a 11 de maio, o mais recente filme documental de Filipe Araújo poderá ser visto diariamente nos Cinemas Castello Lopes de Sintra, Torres Novas, Santarém, Barreiro e Guimarães, n’O Cinema da Villa, em Cascais, e nos Cinemas City, em Setúbal. Com lugar em Guimarães, a sessão especial de abertura deste novo ciclo de projeções será a única a contar com as presenças do realizador e da produtora Hemi Fortes.

Produzido pela Blablabla Media em associação com a RTP e os apoios do ICA e da SPA, O Casarão procura estabelecer um diálogo entre o passado do edifício que albergou durante a ditadura o mais progressista seminário do país e os seus últimos dias, já no tempo presente. “Representa”, para isso, “um país a caminhar”. “Um país consubstanciado numa casa enorme. Uma casa muito maior do que nós e muito superior a todos nós”, como afirmaria na sessão de estreia o escritor João de Melo, autor do seminal Gente Feliz com Lágrimas e antigo seminarista naquele espaço.

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Série documental sobre protagonistas anónimos da guerra colonial chega este mês à OPTO

Estreia já no próximo Sábado, dia 19, na OPTO, o primeiro episódio da mais recente co-produção da Blablabla Media com a SIC. Assinada por Sofia Pinto Coelho, Despojos de Guerra revela histórias extraordinárias de espionagem, patriotismo, sobrevivência e romance tendo como pano de fundo a guerra colonial portuguesa em África

Com recurso a imagens de arquivo extraordinárias, pela primeira vez submetidas a um processo de colorização inédito em Portugal, esta série documental de quatro episódios vem dar voz a inesperados protagonistas anónimos que relatam as encruzilhadas que enfrentaram em tempo de guerra e de descolonização. A Informadora será o primeiro dos quatro capítulos a ficar disponível na plataforma da SIC, com estreia prevista no horário nobre da televisão de Paço de Arcos para o último trimestre do ano.

EPISÓDIO 1: A informadora | No auge da guerra colonial em Angola, uma comerciante e o marido avisavam a PIDE (polícia política) quando os guerrilheiros iam à sua loja abastecer-se de mantimentos. Sebastiana Valadas revela qual era o seu nome de código, quanto recebiam pelas informações e como prendiam os “turras”. Depois da descolonização, um deles ajustou contas e mandou prendê-la.

EPISÓDIO 2: Combatente africano | Milhares de africanos combateram ao lado dos portugueses na guerra colonial. Com a descolonização, foram deixados à sua sorte. Alguns foram fuzilados ou perseguidos pelos novos poderes e mesmo para receber tratamentos médicos é-lhes dificultada a vinda a Portugal. Como é possível que não se faça justiça perante estes homens que estiveram na dianteira da guerra, como é o caso do antigo Cabo Luís Silva?

EPISÓDIO 3: Corredor da morte | O que significará dar a vida pela pátria? Contrariados ou voluntariosos, foi o que fizeram 800.000 jovens a partir de 1961. A Guiné estava transformada no mais duro e mortífero campo de batalha e foi para lá que foram enviados o piloto-aviador Miguel Pessoa e a enfermeira paraquedista Giselda Antunes.

EPISÓDIO 4: Laços de sangue | Chamam “filhos de tuga” aos mestiços nascidos das relações entre militares portugueses e mulheres africanas que foram deixados para trás. Entre a revolta e a esperança, ainda hoje tentam encontrar um nome de pai e descobrir a outra metade da sua identidade, como sucede aos irmãos Elva e José Maria Indequi.

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O Casarão é o quinto documentário de 2021 com maior número de espectadores por sessão

Estreado comercialmente a 18 de novembro de 2021 e mantido em exibição nos Cinemas City até 19 de janeiro do presente ano, O Casarão foi o quinto documentário nacional de 2021 com maior rácio de espectadores por projeção

O filme de Filipe Araújo, que desvenda os mistérios por detrás do seminário católico mais progressista de Portugal durante os anos da ditadura, manteve-se em sala dois meses, tendo sido a obra mais vista no Cinema City Alvalade durante a semana da sua estreia. Não obstante as restrições sanitárias impostas e os constrangimentos relacionados com o Covid-19, distinguiu-se ainda por nunca ter recebido uma sessão vazia.

Produzido pela Blablabla Media, com produção executiva de Hemi Fortes, co-produção da RTP e distribuição nacional da Zero em Comportamento, O Casarão contou com os apoios do Instituto do Cinema e Audiovisual e da Sociedade Portuguesa de Autores. Ao longo de 2022, assistirá à sua internacionalização, dando também início a uma digressão pelo país.

Apresentado pelo romancista João de Melo como “uma extraordinária narrativa, carregada de factos e de símbolos” e descrito pelos jornalistas Filipe Pedro (Lusa) e Maria Inês Gomes (Cinema 7Arte) como “um belíssimo poema” “repleto de raízes e de rostos”, várias foram as páginas dedicadas à obra na imprensa portuguesa. Para descobrir aqui.

 

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Mais recente produção da Blablabla Media já se encontra em exibição nos cinemas nacionais

Um velho edifício apodrece no coração de uma aldeia rasgada ao meio por uma estrada onde os carros já não param. O realizador Filipe Araújo quis desvendar os mistérios por detrás do antigo epicentro da terra. O Casarão, documentário de criação sobre aquele que foi o mais progressista seminário católico português durante a ditadura, é o resultado

Não raras vezes, para me adormecer, o meu pai efabulava a partir de histórias reais do seu passado. De todas, a mais enigmática tinha como cenário um território povoado por miúdos e homens de branco. Uma enorme casa sem electricidade nem águas correntes, entalada num vale rodeado de florestas. Foi depois da sua morte que uma inexplicável pulsão me conduziu até esse lugar.

E dessa pulsão de Filipe Araújo nasce O Casarão, que chegou aos cinemas a 18 de novembro, depois de uma antestreia na Casa do Cinema, em Coimbra, no contexto do Caminhos do Cinema Português. O filme, recordista de espectadores no Cinema City Alvalade durante a sua primeira semana em cartaz, desvenda o papel que o antigo seminário dominicano de Aldeia Nova teve nas vidas dos muitos rapazes que passaram pelas suas salas e corredores, e o destino que agora poderá ter.

No curso das ditaduras do século XX e ressaca das Grandes Guerras, o acesso ao conhecimento sistematizado para os estratos baixos da sociedade e nos contextos rurais, onde se encontrava o grosso da população, era praticamente nulo. Havia, contudo, duas exceções: a oferecida pela profissionalização militar e a via religiosa — encaradas como um dos raros passaportes para uma vida melhor. Foi esse o caminho percorrido pelo pai de Filipe Araújo, professor universitário e investigador científico, precocemente falecido. Nascido no seio de uma aldeia minhota, foi o único dos cinco irmãos a seguir os estudos. Conta que o fez aliciado pelo prior da terra, que lhe acenou com as mais excitantes disciplinas do saber, apresentando-lhe a vocação religiosa como um “dom para melhorar o mundo”. Tinha 10 anos quando ingressou no seminário de Aldeia Nova.

“A premissa deste projeto nasce da vontade de colocar em diálogo dois Portugais separados por um intervalo de meio século e ligados através de um mesmo edifício. É, portanto, um filme sobre finais de ciclo, mas também sobre um paradoxo. No caso, o paradoxo que é, em plena ditadura salazarista e num lugar carregado de isolamento, a “descoberta da liberdade” por parte de um grupo de pré-adolescentes a preparar-se para algo que nunca viria a ser”, explica Filipe Araújo, para quem a realização do documentário constituiu uma oportunidade de levantar o véu não apenas sobre um imóvel com história caído no esquecimento, como também sobre a improvável experiência feliz de mais de uma centena de vidas construídas entre dois mundos: o religioso e o secular.

Com esse propósito, O Casarão convida-nos a acompanhar a passagem de testemunho do antigo seminário através de António, caseiro do edifício desde o tempo dos padres, recuperando paralelamente as memórias dos seminaristas por intermédio de cartas, diários e textos dispersos entretanto reunidos.

CINEMA CITY ALVALADE
CINEMA CITY LEIRIA

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Selvagens, A Última Fronteira volta aos ecrãs de televisão

Data de 2007 e é uma das primeiras produções da Blablabla Media. Ao fim de quase uma década e meia, o premiado documentário regressa hoje aos ecrãs da RTP

A trinta graus do Equador e a oitenta milhas da civilização mais próxima (Tenerife) esconde-se a fronteira mais a sul de Portugal: dois rochedos desprotegidos e inóspitos, plantados em pleno Oceano Atlântico, mais perto das Canárias do que do arquipélago da Madeira. Ali não há telefones, a água é a que sobra da chuva, a eletricidade vem do sol e só existem duas casas. Uma pertence ao governo, a outra a um casal de ingleses. Eis o mote de Selvagens, A Última Fronteira, de Filipe Araújo.

Vencedor de dois prémios, selecionado em festivais espalhados por três continentes e com projeções em salas e eventos como o Circulo de Bellas Artes, em Madrid, ou o Forum Universal das Culturas, da UNESCO, no México, o documentário volta hoje a emissão na antena da RTP2. Com música original de Ana Araújo e pesquisa e coordenação de Micael Pereira.

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Curta de André Torres em dose dupla este fim-de-semana

Após a estreia nacional dentro da presente edição do Festival Caminhos do Cinema Português, onde integra a Seleção Caminhos, Proibida a Entrada a Pessoas Estranhas aos Navios, de André Torres, será projetado este fim-de-semana em dose dupla. Sexta-feira, dia 27, online, no contexto do festival cabo-verdiano Plateau, e sábado, dia 28, no Cinema Avenida, em Coimbra


Através do diário de bordo de Antonio Pigafetta, Relazione del Primo Viaggio Intorno al Mondo, André Torres partiu, com a sua curta-metragem de estreia, ao encontro dos migrantes que habitam o seu bairro em Lisboa. “Sem capacidade para dar uma volta ao mundo a sério, decidi viajar em torno da estátua do primeiro homem ocidental a circumnavegar a terra há precisamente 500 anos atrás”, explica o realizador.

Quer na reposição de sábado no Festival Caminhos do Cinema Português, em Coimbra, ou já amanhã, pelas 18h30 de Lisboa, através do Facebook do festival Plateau (que este ano, devido à pandemia, se está a realizar apenas em formato online), eis duas ótimas oportunidades para aligeirar o longo fim-de-semana de confinamento.

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Primeiras imagens de O Dia Inicial exibidas nas Lisbon Screenings do IndieLisboa

Primeiras imagens de O Dia Inicial exibidas nas Lisbon Screenings do IndieLisboa

Um excerto da nova obra de Cláudia Alves, atualmente em fase de produção, será apresentado pela primeira vez à indústria nas Lisbon Screenings da presente edição do IndieLisboa, com arranque marcado para esta noite. O Dia Inicial é uma co-produção da portuguesa Blablabla Media e da brasileira Carneiro Verde Filmes a concluir até ao final de 2021

Com a pandemia do Covid-19 a paralisar a vida de muitos, uma médica oncologista com uma intensa rotina de trabalho vê-se obrigada a ficar em casa mal é decretado o estado de emergência. Prestes a cumprir quarenta anos, dá por si a interrogar-se sobre o seu próprio futuro. E eis aqui o mote para o mais recente trabalho da realizadora de Tales on Blindness, Cláudia Alves. Uma proposta íntima, terna e universal, filmada na vertigem desta nova e estranha realidade que vivemos desde o início de 2020, questionando os limites e as expectativas humanas.

Ao lado de Vingança, de Sérgio Tréfaut, e Companhia, de Júlio Alves, O Dia Inicial (consultar booklet) integra a secção de longas-metragens em processo (WIP) das Lisbon Screenings — evento organizado pela Portugal Film para a indústria, no curso do IndieLisboa.

A sessão (que, especialmente este ano, decorrerá online) consistirá numa breve apresentação da realizadora bem como num excerto de 10 minutos do filme.

 

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Proibida a Entrada a Pessoas Estranhas aos Navios, de André Torres, tem estreia mundial na Polónia

Proibida a Entrada a Pessoas Estranhas aos Navios, de André Torres, tem estreia mundial na Polónia

Proibida a Entrada a Pessoas Estranhas aos Navios é um dos dois filmes portugueses a concurso na edição deste ano do Szczecin Film Festival, na Polónia. A curta-metragem documental do estreante André Matos Torres, com a chancela da Blablabla Media, terá estreia mundial naquele certame já durante o mês de Outubro

“Sem capacidade para dar uma volta ao mundo a sério, decidi viajar em torno da estátua do primeiro homem ocidental a circumnavegar a terra há precisamente 500 anos atrás”, explica o realizador e autor do filme, na competição europeia do SEFF.

Através do diário de bordo de Antonio Pigafetta, Relazione del Primo Viaggio Intorno al Mondo, André Torres partiu então ao encontro dos migrantes que habitam o seu bairro em Lisboa. Proibida a Entrada a Pessoas Estranhas aos Navios é o resultado.

Empenhado na exploração das fronteiras do cinema e na descoberta de novos artistas, o Festival Internacional de Cinema de Szczecin mostrará ao mundo na seleção oficial deste ano um conjunto de 29 filmes inéditos, oriundos de 14 países.

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De regresso à tela do São Jorge

À boleia do MUVI – Festival Internacional de Música no Cinema, onde recebeu o seu primeiro galardão em 2014, destacando-se como Melhor Longa Documental da Competição Nacional do certame, o documentário A Sétima Vida de Gualdino está de volta ao Cinema São Jorge, no coração de Lisboa. A projeção do filme sobre a lenda viva do jazz português acontecerá dentro da secção Acordes Históricos já no próximo domingo, dia 11, pelas 18h30. A sessão contará com a presença do protagonista

Produzido pela Blablabla Media em pareceria com a RTP, A Sétima Vida de Gualdino (2013) acompanha as peripécias de Gualdino Barros, um baterista autodidata elevado a lenda do jazz por ter lançado na música dezenas de jovens inexperientes como Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Dany Silva, Filipe Melo ou Joana Espadinha. No culminar de uma vida recambolesca, Gualdino sofre um AVC que o deixa inicialmente paralisado de metade do corpo. Conseguirá o músico reaprender a tocar e lançar uma última cantora?

Para além da longa documental de Filipe Araújo, o programa desta edição do MUVI — que acontecerá de 8 a 11 de novembro, em formato não competitivo —, inclui ainda obras como Meu Caro Amigo Chico, de Joana Barra Vaz, Celeste, de Diogo Varela Silva, Phil Mendrix, de Paulo Abreu, Barulho, Eclipse, de Ico Costa, Farewell, de Ricardo Clara Couto e Rui Portulez, e Sarapanta, de Cristiano Saturno. Uma oportunidade para ver ou rever alguns “dos filmes mais emblemáticos que [o festival] exibiu ao longo dos anos”, bem como para conhecer em primeira mão algumas estreias do cinema com os olhos postos na música.

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50º aniversário da Universidade Católica Portuguesa celebrado com produção da Blablabla Media

Com o pretexto das comemorações do 50º aniversário, a Universidade Católica Portuguesa desafiou a Blablabla Media para a criação do seu novo filme. “UCP – Cinquenta Anos a Construir Futuro” é o resultado desta produção de sete minutos, filmada entre a costa de Lisboa e o Porto

Com realização, guião e edição de Filipe Araújo, fotografia de Carlos Isaac, direção de produção de Tila Cappelletto, operação de drone de Carlos Ferreira, motion design de Ricardo Nunes (ICP), sound design da Billyboom e narrações de Carla Rocha, Jorge Vaz de Carvalho, Matthew Mason e Helena Fonseca, o mais recente promocional da Universidade Católica foi pela primeira vez apresentado ao público no passado dia 1 de Fevereiro, durante a abertura da Gala do 50º aniversário da instituição, em pleno Pátio da Galé, Lisboa.

A proposta do filme — que conta com a especial intervenção de Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP — assenta no convite para uma viagem no tempo através do olhar de dois “antigos” alunos da casa.

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