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Despojos de Guerra é um dos programas mais vistos da televisão portuguesa

O primeiro capítulo da nova série da Blablabla Media em coprodução com a SIC foi um dos programas mais vistos da passada quinta-feira, dia 6. O primeiro episódio de Despojos de Guerra, de Sofia Pinto Coelho, atingiu um share de 22,9%, congregando em frente ao pequeno ecrã cerca de um milhão e cem mil espectadores. Uma semana depois, a proeza repete-se

Esta quinta-feira, 13 de outubro, os números do segundo episódio de Despojos de Guerra voltam a surpreender. Com efeito, mais um milhão de espectadores acompanhou de perto a história de um dos vários milhares de africanos que, depois de combaterem ao lado dos portugueses na guerra colonial, foram deixados à sua sorte com a descolonização. Emitido na rubrica Grande Reportagem, do Jornal da Noite, da SIC, Combatente Africano entrou diretamente para a lista dos programas mais vistos do dia em Portugal.

Com recurso a imagens de arquivo extraordinárias, pela primeira vez submetidas a um processo de colorização inédito em Portugal, Despojos de Guerra consiste numa série documental de quatro episódios que vem dar voz a protagonistas anónimos que relatam as encruzilhadas que enfrentaram em tempo de guerra e de descolonização.

Nos próximos dias 20 e 27 de outubro serão emitidos os últimos dois capítulos da obra: Corredor da Morte e Laços de Sangue. Para ver no prime-time da SIC ou rever em versão alargada na plataforma opto.

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Teatro Municipal de Ourém recebe O Casarão para sessão especial

No próximo domingo, dia 16, pelas 16h00, O Casarão volta a ganhar vida no grande ecrã. Promovida pela Câmara Municipal daquela cidade, desta feita, a sessão acontece em formato especial. Na sala principal do Teatro Municipal de Ourém

Em palco para o debate a seguir à projeção estarão presentes o protagonista da obra, António Oliveira, o realizador, Filipe Araújo, a produtora Hemi Fortes, e o assistente e figurante especial, Sérgio Diamantino. Bilhetes já à venda.

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Série documental sobre protagonistas anónimos da guerra colonial estreia esta semana na SIC

Também disponível na OPTO, em versão alargada, estreia já esta quinta-feira, dia 6 de outubro, na SIC, o primeiro episódio da mais recente co-produção da Blablabla Media. Assinada por Sofia Pinto Coelho, Despojos de Guerra revela histórias extraordinárias de espionagem, patriotismo, sobrevivência e romance tendo como pano de fundo a guerra colonial portuguesa em África

Com recurso a imagens de arquivo extraordinárias, pela primeira vez submetidas a um processo de colorização inédito em Portugal, esta série documental de quatro episódios vem dar voz a inesperados protagonistas anónimos que relatam as encruzilhadas que enfrentaram em tempo de guerra e de descolonização. A Informadora será o primeiro dos quatro capítulos a estrear no horário nobre da televisão de Paço de Arcos. Esta quinta-feira, dia 6 de outubro, dentro do Jornal da Noite.

EPISÓDIO 1: A informadora | No auge da guerra colonial em Angola, uma comerciante e o marido avisavam a PIDE (polícia política) quando os guerrilheiros iam à sua loja abastecer-se de mantimentos. Sebastiana Valadas revela qual era o seu nome de código, quanto recebiam pelas informações e como prendiam os “turras”. Depois da descolonização, um deles ajustou contas e mandou prendê-la.

EPISÓDIO 2: Combatente africano | Milhares de africanos combateram ao lado dos portugueses na guerra colonial. Com a descolonização, foram deixados à sua sorte. Alguns foram fuzilados ou perseguidos pelos novos poderes e mesmo para receber tratamentos médicos é-lhes dificultada a vinda a Portugal. Como é possível que não se faça justiça perante estes homens que estiveram na dianteira da guerra, como é o caso do antigo Cabo Luís Silva?

EPISÓDIO 3: Corredor da morte | O que significará dar a vida pela pátria? Contrariados ou voluntariosos, foi o que fizeram 800.000 jovens a partir de 1961. A Guiné estava transformada no mais duro e mortífero campo de batalha e foi para lá que foram enviados o piloto-aviador Miguel Pessoa e a enfermeira paraquedista Giselda Antunes.

EPISÓDIO 4: Laços de sangue | Chamam “filhos de tuga” aos mestiços nascidos das relações entre militares portugueses e mulheres africanas que foram deixados para trás. Entre a revolta e a esperança, ainda hoje tentam encontrar um nome de pai e descobrir a outra metade da sua identidade, como sucede aos irmãos Elva e José Maria Indequi.

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Blablabla Media soma presenças em laboratórios e fóruns de indústria europeus

No último trimestre de 2022, duas produções da Blablabla Media marcarão presença em, pelo menos, três importantes eventos de cinema dedicados à animação e ao documentário. Se A Menina Com Os Olhos Ocupados, de André Carrilho, é uma das 11 curtas selecionadas para pitching no segundo maior Fórum europeu dedicado à animação (CEE Animation Forum, República Checa) e no maior encontro de indústria de Espanha (Weird Market, Valência), O Projeto Erasmus, de Filipe Araújo, integrará já neste mês de setembro o Doklab, primeira residência imersiva do festival Punto de Vista, representando Portugal e Itália. A acontecer em Pamplona, o novo laboratório dedicado ao documentário de criação contará com a participação de grandes nomes do cinema documental, como Alan Berliner ou Victor Kossakovsky

Atualmente em produção pela Blablabla Media, com os apoios financeiros do Instituto do Cinema e Audiovisual e da Sociedade Portuguesa de Autores, A Menina Com os Olhos Ocupados, do ilustrador e cartoonista André Carrilho, estreia-se este trimestre nas lides dos pitchings e fóruns de indústria com duas seleções internacionais. O Weird Market em Valência, Espanha, e o conceituado CEE Animation Forum, na República Checa, são as primeiras paragens do projeto, a acontecerem entre finais de setembro e início de novembro, respetivamente.

Baseado no livro homónimo pintado a aguarela por Carrilho e animado em 2D com recurso a uma técnica inovadora, A Menina Com os Olhos Ocupados debruça-se sobre o quotidiano de uma criança que, apesar dos incríveis apelos da realidade que a rodeia, não consegue desprender os olhos do ecrã do telemóvel. Lúdico, fresco, atual e artisticamente estimulante, deverá chegar às salas no início de 2024.

Quanto à co-produção luso-italiana O Projeto Erasmus, será este mês um dos projetos em foco na residência imersiva de 14 dias do Festival Punto de Vista.

Atualmente em fase de desenvolvimento, depois de ter passado pelo Eurodoc, 3XDOC, Docs Barcelona – Campus (2021) e DocsBarcelona – Industry Forum (2022), o projeto de Filipe Araújo tem vindo a despertar o interesse de vários parceiros internacionais.

No contexto do Doklab, laboratório intensivo com a presença de cineastas como o americano Alan Berliner ou o russo Viktor Kossakovsky, será acompanhado ao longo de seis meses, com apresentação pública no contexto da próxima edição daquele que é considerado o mais importante festival do país vizinho dedicado ao documentário de criação.

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De volta à tela, de norte a sul do país

Após um percurso comercial de nove semanas em sala, O Casarão está de regresso ao grande ecrã, arrancando já esta quinta-feira, às 21h30, a sua tourné nacional com uma sessão especial nos cinemas Castello Lopes, em Guimarães. Setúbal, Cascais, Sintra, Barreiro, Torres Novas e Santarém são outras das cidades onde o filme poderá ser visto ao longo da semana

De 5 a 11 de maio, o mais recente filme documental de Filipe Araújo poderá ser visto diariamente nos Cinemas Castello Lopes de Sintra, Torres Novas, Santarém, Barreiro e Guimarães, n’O Cinema da Villa, em Cascais, e nos Cinemas City, em Setúbal. Com lugar em Guimarães, a sessão especial de abertura deste novo ciclo de projeções será a única a contar com as presenças do realizador e da produtora Hemi Fortes.

Produzido pela Blablabla Media em associação com a RTP e os apoios do ICA e da SPA, O Casarão procura estabelecer um diálogo entre o passado do edifício que albergou durante a ditadura o mais progressista seminário do país e os seus últimos dias, já no tempo presente. “Representa”, para isso, “um país a caminhar”. “Um país consubstanciado numa casa enorme. Uma casa muito maior do que nós e muito superior a todos nós”, como afirmaria na sessão de estreia o escritor João de Melo, autor do seminal Gente Feliz com Lágrimas e antigo seminarista naquele espaço.

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O Casarão é o quinto documentário de 2021 com maior número de espectadores por sessão

Estreado comercialmente a 18 de novembro de 2021 e mantido em exibição nos Cinemas City até 19 de janeiro do presente ano, O Casarão foi o quinto documentário nacional de 2021 com maior rácio de espectadores por projeção

O filme de Filipe Araújo, que desvenda os mistérios por detrás do seminário católico mais progressista de Portugal durante os anos da ditadura, manteve-se em sala dois meses, tendo sido a obra mais vista no Cinema City Alvalade durante a semana da sua estreia. Não obstante as restrições sanitárias impostas e os constrangimentos relacionados com o Covid-19, distinguiu-se ainda por nunca ter recebido uma sessão vazia.

Produzido pela Blablabla Media, com produção executiva de Hemi Fortes, co-produção da RTP e distribuição nacional da Zero em Comportamento, O Casarão contou com os apoios do Instituto do Cinema e Audiovisual e da Sociedade Portuguesa de Autores. Ao longo de 2022, assistirá à sua internacionalização, dando também início a uma digressão pelo país.

Apresentado pelo romancista João de Melo como “uma extraordinária narrativa, carregada de factos e de símbolos” e descrito pelos jornalistas Filipe Pedro (Lusa) e Maria Inês Gomes (Cinema 7Arte) como “um belíssimo poema” “repleto de raízes e de rostos”, várias foram as páginas dedicadas à obra na imprensa portuguesa. Para descobrir aqui.

 

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Mais recente produção da Blablabla Media já se encontra em exibição nos cinemas nacionais

Um velho edifício apodrece no coração de uma aldeia rasgada ao meio por uma estrada onde os carros já não param. O realizador Filipe Araújo quis desvendar os mistérios por detrás do antigo epicentro da terra. O Casarão, documentário de criação sobre aquele que foi o mais progressista seminário católico português durante a ditadura, é o resultado

Não raras vezes, para me adormecer, o meu pai efabulava a partir de histórias reais do seu passado. De todas, a mais enigmática tinha como cenário um território povoado por miúdos e homens de branco. Uma enorme casa sem electricidade nem águas correntes, entalada num vale rodeado de florestas. Foi depois da sua morte que uma inexplicável pulsão me conduziu até esse lugar.

E dessa pulsão de Filipe Araújo nasce O Casarão, que chegou aos cinemas a 18 de novembro, depois de uma antestreia na Casa do Cinema, em Coimbra, no contexto do Caminhos do Cinema Português. O filme, recordista de espectadores no Cinema City Alvalade durante a sua primeira semana em cartaz, desvenda o papel que o antigo seminário dominicano de Aldeia Nova teve nas vidas dos muitos rapazes que passaram pelas suas salas e corredores, e o destino que agora poderá ter.

No curso das ditaduras do século XX e ressaca das Grandes Guerras, o acesso ao conhecimento sistematizado para os estratos baixos da sociedade e nos contextos rurais, onde se encontrava o grosso da população, era praticamente nulo. Havia, contudo, duas exceções: a oferecida pela profissionalização militar e a via religiosa — encaradas como um dos raros passaportes para uma vida melhor. Foi esse o caminho percorrido pelo pai de Filipe Araújo, professor universitário e investigador científico, precocemente falecido. Nascido no seio de uma aldeia minhota, foi o único dos cinco irmãos a seguir os estudos. Conta que o fez aliciado pelo prior da terra, que lhe acenou com as mais excitantes disciplinas do saber, apresentando-lhe a vocação religiosa como um “dom para melhorar o mundo”. Tinha 10 anos quando ingressou no seminário de Aldeia Nova.

“A premissa deste projeto nasce da vontade de colocar em diálogo dois Portugais separados por um intervalo de meio século e ligados através de um mesmo edifício. É, portanto, um filme sobre finais de ciclo, mas também sobre um paradoxo. No caso, o paradoxo que é, em plena ditadura salazarista e num lugar carregado de isolamento, a “descoberta da liberdade” por parte de um grupo de pré-adolescentes a preparar-se para algo que nunca viria a ser”, explica Filipe Araújo, para quem a realização do documentário constituiu uma oportunidade de levantar o véu não apenas sobre um imóvel com história caído no esquecimento, como também sobre a improvável experiência feliz de mais de uma centena de vidas construídas entre dois mundos: o religioso e o secular.

Com esse propósito, O Casarão convida-nos a acompanhar a passagem de testemunho do antigo seminário através de António, caseiro do edifício desde o tempo dos padres, recuperando paralelamente as memórias dos seminaristas por intermédio de cartas, diários e textos dispersos entretanto reunidos.

CINEMA CITY ALVALADE
CINEMA CITY LEIRIA

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Selvagens, A Última Fronteira volta aos ecrãs de televisão

Data de 2007 e é uma das primeiras produções da Blablabla Media. Ao fim de quase uma década e meia, o premiado documentário regressa hoje aos ecrãs da RTP

A trinta graus do Equador e a oitenta milhas da civilização mais próxima (Tenerife) esconde-se a fronteira mais a sul de Portugal: dois rochedos desprotegidos e inóspitos, plantados em pleno Oceano Atlântico, mais perto das Canárias do que do arquipélago da Madeira. Ali não há telefones, a água é a que sobra da chuva, a eletricidade vem do sol e só existem duas casas. Uma pertence ao governo, a outra a um casal de ingleses. Eis o mote de Selvagens, A Última Fronteira, de Filipe Araújo.

Vencedor de dois prémios, selecionado em festivais espalhados por três continentes e com projeções em salas e eventos como o Circulo de Bellas Artes, em Madrid, ou o Forum Universal das Culturas, da UNESCO, no México, o documentário volta hoje a emissão na antena da RTP2. Com música original de Ana Araújo e pesquisa e coordenação de Micael Pereira.

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Curta de André Torres em dose dupla este fim-de-semana

Após a estreia nacional dentro da presente edição do Festival Caminhos do Cinema Português, onde integra a Seleção Caminhos, Proibida a Entrada a Pessoas Estranhas aos Navios, de André Torres, será projetado este fim-de-semana em dose dupla. Sexta-feira, dia 27, online, no contexto do festival cabo-verdiano Plateau, e sábado, dia 28, no Cinema Avenida, em Coimbra


Através do diário de bordo de Antonio Pigafetta, Relazione del Primo Viaggio Intorno al Mondo, André Torres partiu, com a sua curta-metragem de estreia, ao encontro dos migrantes que habitam o seu bairro em Lisboa. “Sem capacidade para dar uma volta ao mundo a sério, decidi viajar em torno da estátua do primeiro homem ocidental a circumnavegar a terra há precisamente 500 anos atrás”, explica o realizador.

Quer na reposição de sábado no Festival Caminhos do Cinema Português, em Coimbra, ou já amanhã, pelas 18h30 de Lisboa, através do Facebook do festival Plateau (que este ano, devido à pandemia, se está a realizar apenas em formato online), eis duas ótimas oportunidades para aligeirar o longo fim-de-semana de confinamento.

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Primeiras imagens de O Dia Inicial exibidas nas Lisbon Screenings do IndieLisboa

Primeiras imagens de O Dia Inicial exibidas nas Lisbon Screenings do IndieLisboa

Um excerto da nova obra de Cláudia Alves, atualmente em fase de produção, será apresentado pela primeira vez à indústria nas Lisbon Screenings da presente edição do IndieLisboa, com arranque marcado para esta noite. O Dia Inicial é uma co-produção da portuguesa Blablabla Media e da brasileira Carneiro Verde Filmes a concluir até ao final de 2022

Com a pandemia do Covid-19 a paralisar a vida de muitos, uma médica oncologista com uma intensa rotina de trabalho vê-se obrigada a ficar em casa mal é decretado o estado de emergência. Prestes a cumprir quarenta anos, dá por si a interrogar-se sobre o seu próprio futuro. E eis aqui o mote para o mais recente trabalho da realizadora de Tales on Blindness, Cláudia Alves. Uma proposta íntima, terna e universal, filmada na vertigem desta nova e estranha realidade que vivemos desde o início de 2020, questionando os limites e as expectativas humanas.

Ao lado de Vingança, de Sérgio Tréfaut, e Companhia, de Júlio Alves, O Dia Inicial (consultar booklet) integra a secção de longas-metragens em processo (WIP) das Lisbon Screenings — evento organizado pela Portugal Film para a indústria, no curso do IndieLisboa.

A sessão (que, especialmente este ano, decorrerá online) consistirá numa breve apresentação da realizadora bem como num excerto de 10 minutos do filme.