A revista Notícias Magazine dedica na sua edição deste Domingo, dia 9, uma reportagem de quatro páginas sobre A Sétima Vida de Gualdino. Para ler em papel com o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias, ou online no site da revista
Escreve a jornalista Carla Amaro: “Era uma vez um baterista que aprendeu a tocar sozinho quando era adolescente. Considerado uma «lenda do jazz», ao longo de mais de cinquenta anos de carreira lançou três gerações de músicos portugueses. Bernardo Sassetti, Jorge Palma, Dany Silva, Maria Viana, Filipe Melo ou Bernardo Moreira são alguns deles. Gualdino Barros teve uma vida cheia. Que podia ter acabado em 2011, aos 72 anos, quando um acidente vascular cerebral (AVC) o impediu de continuar a fazer o que mais gostava: tocar bateria e descobrir e lançar novos talentos nos palcos.
Para quem não frequenta o restrito e um pouco elitista mundo do jazz, porém, Gualdino é um desconhecido. Diz quem o conhece que a sua vida dava um filme, mas ninguém sobre ele compôs uma música, escreveu um livro ou rodou um filme. Até agora. A Sétima Vida de Gualdino estreia a 13 de março na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.”
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Filmada ao longo de um ano entre Lisboa, Porto e Paris, a longa documental dá a conhecer ao público o músico autodidacta que lançou nos palcos Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Dany Silva e Filipe Melo, entre cerca de outros quase 500 jovens músicos inexperientes. Conta com animações originais do ilustrador André Carrilho, música do guitarrista André Fernandes e a sinopse resume-o assim: “No culminar de uma vida rocambolesca preenchida de aventuras, desventuras e proezas surreais, Gualdino Barros sofre um acidente vascular cerebral. Fica inicialmente paralisado de metade do corpo, mas nem por isso a sua teimosia se deixa de impor. A missão ambiciosa passa por recuperar os movimentos de forma a po-der tocar bateria, lançar uma última cantora e regressar a Paris, onde tocou com Nina Simone e chegou a viver debaixo da ponte”.
